Neste blog escreverei textos sobre psicologia, relacionamentos humanos, alegrias, dores, dúvidas etc., enfim, tudo o que toca a psicologia e o homem.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Crenças limitantes...
É sempre bom voltar aqui. Voltar a escrever e dar vida a este cantinho, ne? Pois bem, quero refletir com você, que lê este blog, sobre crenças limitantes.
Segundo o dicionário, a palavra crença tem vários significados como, por exemplo, fé religiosa, confiança, opinião.
O sentido que quero abordar aqui é o terceiro significado: opinião. Mas acredito que essa opinião é atrelada a uma fé. Isso, uma fé quase religiosa que temos (inconscientemente, na maioria das vezes) que tal opinião é verdadeira. Ou seja, que tal opinião é uma verdade sobre nós.
Entendo ser natural esse movimento, tendo em vista que nossa identidade é formada pelas opiniões, pelos valores que vivemos e que orientaram nossa vida. Dessa forma, talvez seja comum acreditarmos em crenças (opiniões) sobre nós mesmos, porque crescemos ouvindo, vivendo e acreditando naquilo como uma parte de nós. Talvez, a grande diferença, é que ninguém nos disse que aquela crença não é verdadeira. Não corresponde com minha verdade. Nesse caso é uma crença errada, errônea, limitante.
Ok. Isso não só acontece na infância, durante a formação da nossa identidade, como também pode acontecer na nossa vida adulta. Sejamos claros e práticos, vamos a um exemplo. Você cresceu ouvindo que era uma pessoa inteligente, responsável. Em um determinado dia, você errou. Pisou na bola, e escutou da pessoa que mais te amava: “você é muito irresponsável”. Aquilo doeu, marcou. (Lembremos da importância da emoção, do sentimento para a fixação das crenças - sejam boas ou ruins). Daquele dia em diante, todos os seus pensamentos quando você tentava tomar uma atitude era baseado na frase “você é irresponsável”. Aos poucos, você foi acreditando nessa frase, nessa crença. A ponto de você mesmo dizer (conscientemente ou não, em voz alta ou não): “eu não vou conseguir finalizar esse trabalho ou, chegar na hora ou, assumir esse namoro porque eu sou irresponsável”. Pronto, estava instaurada uma crença alienante, errônea que modificou você, sua maneira de se ver, de ver o mundo e relacionar-se.
A grande virada é quando, num determinado dia, devido a uma palestra, a uma conversa, a uma leitura (sei lá o que) você ouve algo, faz algo e começa a ter dúvida. Começa a começar (isso mesmo “começa a começar”) a pensar diferente. E sai um pensamento fraco, mas algo novo nascendo: “eu acho que eu posso! Eu acho que consigo! Acho que não sou tão irresponsável assim como disseram”. E depois, o próximo passo é perceber que você tem potenciais e que antes que alguém dissesse o contrário, era você quem mais dizia o contrário de si. Dessa forma, não adianta culpar A, B, C, a história... sim eles têm culpa. Mas você tem culpa também ao abraçar essa “crença” como sua verdade. Tem culpa ao se autossabotar.
Porém, a força do sol, da luz, do novo é mais forte. E a semente de um pensamento novo, um pensamento contra toda uma história de crenças limitantes é muito mais forte. E isso gera vida, gera novidades na forma que você, agora, vê o mundo, vê as coisas, vê as relações, vê suas posturas, vê a si mesmo. Aí começam as mudanças, mudanças não só de comportamentos, mas mudanças de crenças!
Fica a dica: se você consegue fazer só isso que você faz hoje, é porque você acredita que SÓ pode isso. Para fazer mais, é preciso ACREDITAR MAIS!
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